A nossa expedição tem início na “mui nobre sempre leal e invicta” cidade do Porto, cidade que entre várias histórias ficou também conhecida pelos sacrifícios para apoiar a armada lusa na conquista de Ceuta. Seguimos em direcção à cidade outrora conhecida como a porta de acesso ao norte de África, Tânger, que deve o seu nome à deusa berbere Tinjis, fundada no século V a.C. e onde deveremos chegar após 1000km de estrada para um merecido descanso. Sonhamos já com o dia seguinte onde iremos descobrir a cultura norte marroquina e pernoitar em Ifrane, cidade situada em pleno Atlas, desenvolvida pelos franceses durante o protectorado, agradável pelo seu clima, diríamos que estamos em plenaaldeia alpina.

Na manhã do dia seguinte, faremos mais uma vez novas descobertas. Iremos agoraatravessar o Atlas e ficar definitivamente no planalto de Errachidia, onde chegaremos pelo final da tarde a Erfoud, cidade onde se situam as ruínas de uma cidade quatrocentista que dava pelo nome de Sijilmassa, outrora o extremo norte da rota das caravanas que transportavam o ouro do Império do Gana. Aqui, já o deserto nos invadiu os sentidos e estaremos rendidos à sua beleza.

É nesta cidade, onde o rio Ziz cortou um vale profundo e escarpado na região quase desértica, que daremos início às nossas aventuras pelas pistas onde decorrem as primeiras etapas do famoso rali Dakar e onde os mais distraídos ou incautos concorrentes são forçados a abandoná-lo, pois a dureza das pistas e a navegação só aos mais calculistas deixarão passar.

Será uma jornada onde a imensidão e a aridez nos deixarão completamente arrebatados.

Chegaremos no final do dia a Merzouga, aldeia encostada, como que tentando fazer frente ao grande Erg Chebbi, enorme cordão de dunas, as primeiras do deserto do Sahara, mas que lentamente irá engolir a pequena aldeia sob as suas dunas de mais de 300 metros de altura mais cedo do que tarde.

No dia seguinte, rumaremos a Zagora, cidade recente e que deve o seu nome às montanhas que lhe fazem companhia, do berbere picos gémeos, pelas pistas do sul iremos descobrir um rio que corre durante todo o ano, o que nestas longitudes não é já muito normal, e também a montanha que dá o nome à cidade, nome que aparece descrito em mapas e textos antigos.

Chegaremos mais uma vez no final do dia, para descobrir esta cidade simpática onde tudo está devidamente cuidado, ou não fosse este um local onde o rei Mohammed VI tem uma das suas moradas.

E é neste dia que daremos por finda a nossa expedição a sul. Iremos agora rumar a norte, de volta às nossa origens. Vamos então em direcção a Ourzazate, que em berbere significa “sem barulho”, cidade que ficou famosa pelos inúmeros filmes aí rodados e onde todos os realizadores que procuram fazer filmagens de cenas decorridas no deserto aí recorrem.

Situada no vale Draa, onde corre o mais longo rio de Marrocos, com cerca de 1100km de extensão e que é formado pela confluência do rio Dades e Imini com origem no Alto Atlas, iremos atravessá-la no dia seguinte, quando estaremos já em direção a Marraquexe, cidade vermelha cujo nome se pensa significar “terra de deus” – até há bem pouco tempo era conhecida também como “reino de Marrocos”, tal o peso que tinha em todo o reino do Magrebe.

Neste dia, daremos a conhecer a praça Djemaa El Fna, a maior e mais movimentada praça do mundo. Segundo rezam as crónicas, dir-se-ia que a noite não existe, ou, mais correctamente,o movimento de dia ou de noite não tem qualquer diferença.

É, pois, hora de arrumar as lembranças e preparar os carros para a viagem final. Estamos a um dia de viagem da velha Europa e do nosso “cantinho à beira mar plantado” para umas merecidas férias, porém com saudades e vontade de regressar.

 

Regulamento

 


 

CONTACTOS

http://www.sulexpedicoes.com

geral@sulexpedicoes.com

Manuel Vieira: 00351 919 697 734